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segunda-feira, 11 de julho de 2011

de livro em livro, de terra em terra


Pablo Neruda no bar de sua casa de Isla Negra, Chile
(onde escreveu os nomes de todos os seus amigos
na estrutura de madeira que aì o acompanham sempre)


lendo o livro*
"Buenos Aires, Buenos Aires"
de Sara Facio y Alicia d´Amico.



este Senhor-poeta jà hà muito me tinha cativado,
ainda mais depois de descobrir a pessoa por tràs dos poemas
(neste filme e depois pessoalmente quando fui aqui e aqui logo mal cheguei)

mas venho cada dia a descubrir outros autores,
atravès de novos livros lidos,
atravès da experiëncia da dinämica actividade da Capital Mundial do Livro.

me enamorè em especial deste livro* que Neruda segura nas mäos
mostra uma Buenos Aires de outros tempos
(que fez lembrar este: Lisboa, cidade triste e alegre)
e me mostrou o trabalho desta fotògrafa, Sara Facio
que tambèm nos dà a conhecer tantos outros autores,
e da vida por tràs das obras publicadas.

outro fotògrafo incrìvel complementa esta visäo de Buenos Aires, Horacio Coppola
para conhecer melhor, espreitar aqui


Recentemente a visita surpreendente ao mundo borgeano atravès da exposiçäo Cosmopòlis,
(atè Dezembro)
outro autor incontornàvel a conhecer e ler aqui.


e jà em jeito de despedida temporària aqui fica uma Buenos Aires
cada vez mais vivida que levo comigo

“Buenos Aires nos impone el deber terrible de la esperanza.
A todos nos impone un extraño amor,
el amor del secreto porvenir
y de su cara desconocida”

J. L. Borges


_ que saudades de mar!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

sabedorias

" Cada pessoa tem que enfrentar uma separação diferente. Mas sabes, eu acredito que a vida é uma coisa boa, acredito que é bela. talvez neste momento tu não encares as coisas assim, mas é isso que eu sinto, de um modo muito real, a vida é bela.

O meu avô pareceu submergir-se nas suas próprias palavras, mas depressa se voltou para mim e perguntou:
- Qual achas que é o verdadeiro carácter da beleza?
- passo - respondi-lhe com brusquidão.

- Na vida há coisas que podem ser concretizadas e outras que não podem- disse o meu avô - as que se concretizam, esquecemo-las imediatamente. Contudo, as que não conseguimos concretizar, guardamo-las eternamente no nosso coração como algo que nos é muito caro. É o caso dos sonhos e dos desejos. Pergunto-me se a beleza da vida não residirá no que sentimos em relação ao que não foi concretizado. Mas o facto de não se ter concretizado não quer dizer que se tenha malogrado inutilmente, porque a verdade é que já se materializou em beleza.

(...)
- tudo isto me parece um jogo de palavras.
- bem de acordo - disse o meu avô sorrindo placitamente - o acto de pensar, em si mesmo, não é mais do que isso. É melhor ter consciência que não há nada que seja suficiente. Apesar de às vezes pensarmos que algo é suficiente, passado algum tempo temos a sensação de que é insuficiente. E é preciso repensar as partes insuficientes e, desse modo, a pouco e pouco, os nossos pensamentos vão-se adequando mais ao que sentimos realmente. É assim que as coisas são."

Kyoichi Katayama, excerto do livro terminado à pouco " Um grito de amor desde o centro do mundo"


lembro também palavras paternais de que
"só nos arrependemos daquilo que
não fizemos"...

(assim, será melhor o fazer, ou não fazer? um pouco de cada)


" Temos todos duas vidas:
a verdadeira que é a que sonhamos na infância,


E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa;

A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros
Que é a prática, a útil.

Na outra somos nós, Na outra vivemos.
"

(Fernando Pessoa)





"Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer. "
Moliére


_as dúvidas da ida no Natal a bater forte...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

leituras no ar



fotografia tirada no ZOO de Lujan



do Livro "O papagaio de Flaubert", Julian Barnes



" Flaubert ensina-nos a olhar para a verdade e não temer as suas consequências ;
ensina-nos a dormir na almofada da dúvida, ensina-nos a não nos aproximarmos de um livro em busca de pílulas morais ou sociais: a literatura não é uma farmacopeia;
ensina a superioridade da Verdade, da Beleza, do Sentimento e do Estilo.
E se estudarmos a sua vida privada, ensina a coragem, o estoicismo, a amizade; a importância da inteligência, do cepticismo e da imaginação; a palermice do patriotismo barato; a virtude de ser capaz de ficar sozinho no quarto; o ódio à hipocrisia, a desconfiança nas teorias, a necessidade de falar com simplicidade"





"... Um romance sobre literatura, talento, comboios, compotas de groselha, ursos, ficção, vestidos de mulher, George Sand*, política, séc.XIX, absurdo, morte, solidão, escritores crítica literária- e beleza"
diz a contracapa


da editora Quetzal




Quetzal: ave trepadora da América Central que morre quando privada de liberdade




e mais um pássaro dos de cá
(este em cativeiro... nos 30anos pude vê-los em Liberdade, lá bem alto no emaranhado da Selva)




* George Sand "Lo verdadero es siempre sencillo, pero solemos llegar a ello por el camino más complicado".
Uma escritora que conheci melhor recentemente no filme"Les enfants du siècle", interpretada por Juliette Binoche

terça-feira, 12 de maio de 2009

livros...


"Un Libro en Tamaño Real"

Jorge Doneiger

Texto
Marcelo Setton, David Sisso, Guido Chouela.
Fotografías

Editora Pequeño editor

Pequeno Editor é um selo argentino dedicado à produção de livros ilustrados para pequenos leitores e grandes curiosos. Pequeno Editor é um projecto editorial de carácter autoral com espaço em cada livro para a experimentação a nível visual e literário e na fusão de ambas as linguagens.

projectos destes dão ânimo e liberdade para criar!

terça-feira, 28 de abril de 2009


AUTORETRATO

Por mi parte, soy o creo ser duro de nariz,
mínimo de ojos, escaso de pelos en la cabeza,
creciente de abdomen, largo de piernas,
ancho de suelas, amarillo de tez, generoso
de amores, tierno de manos, lento de andar,
inoxidable de corazón, aficionado a las
estrellas, mareas, maremotos, admirador de
escarabajos, caminante de arenas, torpe de
instituciones, chileno a perpetuidad, amigo
de mis amigos, mudo de enemigos,
entrometido entre pájaros, mal educado en
casa, tímido en los salones, arrepentido sin
objeto, horrendo administrador, navegante de
boca y yerbatero de la tinta, discreto entre
los animales, afortunado de nubarrones,
investigador en mercados, oscuro en las
bibliotecas, melancólico en las cordilleras,
incansable en los bosques, lentísimo de
contestaciones, ocurrente años después,
vulgar durante todo el año, resplandeciente
con mi cuaderno, monumental de apetito,
tigre para dormir, sosegado en la alegría,
inspector del cielo nocturno, trabajador
invisible, desordenado, persistente, valiente
por necesidad, cobarde sin pecado,
soñoliento de vocación, amable de mujeres,
activo por padecimiento, poeta por maldición
y tonto de capirote.

Pablo Neruda

continuam as leituras, na língua original ;)
"Confieso que he vivido. Memórias"