terça-feira, 10 de agosto de 2010
Veni ce...?
domingo, 8 de agosto de 2010
...
Ontem fui ouvir o mar.
(e o que te disse?)
ensinou-me a olhar para o fundo.
(como... ?)
Aprendi que podemos apenas chapinhar na costa, (e em crianças é tão simples e completo assim brincar) mas se queremos encontrar a claridade da água, para livremente poder nadar, é preciso atravessar a rebentação das ondas, enfrentar as águas agitadas que nos alcançam e atingem com re contra força e em rede moinhos envolvem; para a frente e para trás, para a frente e para trás. levam e devolvem. desorientam, e ao mesmo tempo animam e impulsionam a entrar.
(e qdo entras?)
ao entrar somos levados a subir grandes montanhas de água; muitas vezes até nos tiram os pés do chão. E depois, logo depois, nos fazem descer e devolvem à costa, para de novo começar...
e ao tentar tentar, quem avança um pouco mais chega enfim a uma zona em que apenas ondula.
- há muitas algas que impedem de ver o fundo -
mas sim, dá até para boiar. e deixar-se levar pela corrente. Suavemente. olhos fechados.
(então é aí, onde se está bem?)
para muitos sim,
sentem-se bem nesse leve ondular...
(e tu?)
eu tentei ainda nadar mais longe. nadei nadei nadei. por fim surpreendi-me com uma água límpida e verde. verde esmeralda, brilhante. verde. esperança.Vejo o fundo ondulado do chão de areia movediça em baixo, cheio de altos e baixos. sorrio e aceno. E vejo-me a mim. claramente. ao meu corpo inteiro na água. Vejo os meus braços que abrem caminho. sinto correntes frias que vêem do alto mar avisando-me que me devo mexer, para não esfriar. alertando dos perigos, perigo de me levar para tão longe, que não possa mais voltar. Mas estar ali é mesmo assim. águas quentes e fria ao mesmo tempo. e assim de repente, límpida tão límpida. e clara. e verde.
(e daí o que vês?)
Vejo toda a costa e falésia escarpada com uma amplitude e definição incrível. Vejo gaivotas a voar, cada uma no seu caminho. juntas em bando. duas em par. voam sobre mim rasantes.
( e já tens vontade de a voltar a pisar...?)
Sim, regresso.
Volto a ter que atravessar as águas agitadas, levo algas agarradas aos cabelos, mas suavemente o chão de areia volto a pisar.
sigo e vou. mas limpa de água salgada e límpida*. inteira e renascida.
(*a mesma das lágrimas, que tb têm o poder de lavar.)
E hoje foi bom poder voltar simplesmente, a chapinhar!
bons mergulhos*
_um livro com outras histórias de mar
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
dias verdes
sexta-feira, 30 de julho de 2010
fazer 30...
"Às vezes, perdem-se vários poemas, porque se sente uma frase, algo murmurado no espírito e não se presta atenção porque está ocupado com os ruídos da vida." Affonso Romano de Sant'Anna
"Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo.
Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente. Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais ténue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.
Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema.
Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.
Fazer 30 anos é passar da recta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.
Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar para trás.
Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar."
_ e neste dia 30, com 30º e tais na praia, as de 30, juntas para o celebrar.
terça-feira, 27 de julho de 2010
parada no cais de partidas e chegadas
Exposição Viajar no torreão Nascente da Praça renovada.
(malas gigantes/pesadas, comboios que seguem e seguem)
Reviver “as férias dos primeiros turistas, os destinos que estavam na moda, as roupas e objectos que se punham na mala de viagem, os desportos que se praticavam, os roteiros turísticos que se consultavam" todos os dias, entrada gratuita
e porque oque apetece mesmo é estar de molho,
Sintra vou, praia!
sábado, 24 de julho de 2010
paragens ...
de um ilustrador que gosto muito...terça-feira, 20 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
bons encontros
(re me encontrar)
Ela: Olá!
alguém: então? que é feito? de onde vens agora?
ela:não consegues adivinhar? lá longe, do Sul...
não sabes que tenho estado a viver na Argentina?
alguém: Não, não fazia ideia.
Mas não interessa onde estiveste, digo-te é que vens Bem!
Vejo-te sacudida. Sacudida de toda a poeira!
e a caminho do Norte, mais encontros à vista, em grande ambiente de festa.
e tantos mais por cumprir...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Buenos Aires...

Buenos Aires...
a cidade, o ambiente, as pessoas.
aqui há lugares
para se estar bien dispacito, sin prisa
OuiOui, la Vie en Rose

El Gran Ateneu, a 2ª livraria mais bonita do mundo,
e tantas outras e tantos alfarrabistas...
(aqui as exposições e C.Culturais estão sempre cheios,
Aqui vai-se ao teatro como quem vai ao cinema.
esgotados, animados, com direito a sessão da meia-noite.
até o subte/metro tem direito a programação cultural,
"para que el viaje sea más agradable")
os mundos e histórias de outros tempos estão em todo o lado
O antigo convive com o Presente. tudo se recupera.
aqui, o tempo é outro

Sudestada, o restaurante preferido
a música é outra.
la Catedral, o lugar preferido da noite.
O espírito bohéme e espontâneo do Tango.
Ainda há lugares de Baile/milonga. Para todos
a Cultura faz parte da vida-a-dia, a criatividade ferve
e tantas outras Culturas por perto por descobrir

há árvores Gigantes, abraços de sombra
há árvores grávidas e parques ao Sol
e apetece andar sempre de bicicleta
e os argentinos?
uma mistura.
O escritor e poeta Jorge Luiz Borges dizia:
"os argentinos são italianos que falam espanhol,
vestem-se como ingleses e pensam como franceses."



y voilá,
son muy Tranqui (los) , descontraídos, conversadores, bons vivants...
até bonitos são.
sim, esta cidade tem muito para dar,
mas também lhe faz cá falta tanto
(e falta em mim...)
as saudades apertam
one week to go
sábado, 3 de julho de 2010
emoções do Mundial
fica uma pequena história dos nossos "vizinhos" do lado
É pena,
hora de voltar para casa, pequeno Messi...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
outras milongas
Pablo Grinjot & La Ludwig Van
descoberto hoje. Um pouco do espírito argentino em música.
in Ba inspiration, onde há muito para explorar...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
empezó
domingo, 13 de junho de 2010
got mail :)
imagem doTeatro de ópera e Ballet em Minsk, Bielorússiajuntamente com outras imagens, palavras reconfortantes e outros "tesouros"...
"O Cultivador de versos
artigo do Jornal da Guarda de há uns tempos atrás...
sábado, 12 de junho de 2010
saudade
do cheiro de manjericos, das sardinhas no pão, das bandas suspensas,
do bailarico no largo da Igreja...
cine en casa
Um outro fado, Madredeus, Lisbon Story,e outras imagens de Alfama...

Já tinha estado duas vezes em Lisboa e achava-a uma cidade fascinante. Sentia-me culpado por nunca ter feito mais do que arranhar a superfície de um lugar que amava... Quando o produtor Paulo Branco me pediu para fazer um filme sobre a cidade, encomendado pela própria Lisboa, vi que tinha a oportunidade de compensar as oportunidades perdidas. Agora, penso que este é o mais divertido dos filmes que fiz.
De alguma forma "Lisbon Story" é também a minha contribuição para as comemorações do centenário do cinema.
Wim Wenders
imagem de outro filme de Wim Wender,"Asas do Desejo"
e de música também, há pouco tempo,
as várias facetas de Bob Dylan, em I´m not there
...
Bob Dylan with Kids, Liverpool, England, 1966,captada por Barry Feinstein (American, born 1931) Gelatin silver print.
da exposição
Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present. Brooklyn Museum
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Y sigue el baile

Noites de Teatro. Grandes actuações, espaços-teatro lindos.
" uno de los viajes mentales más fascinantes que se haya propuesto al público de Buenos Aires. Viaje sin escalas, sin prisa y sin pausa hacia sí mismo, hacia su ciudad, hacia su tierra, y hacia todos los mitos que han conformado su idiosincrasia y su educación , su pensamiento y su afectividad, sus conquistas materiales y espirituales, su ser y su hacer." in diario la Opinión, crítico Gerardo Fernández, en ocasión del estreno em 1980.
Treinta años después, bailan en el escenario de la Sala María Guerrero, las seis parejas, bajo la mirada del animador y el guardaespaldas, para protagonizar esta gran metáfora que es Marathon, "una obra" como dice Villanueva Cosse- que se instala cómodamente entre lo mejor del teatro argentino.
quinta-feira, 10 de junho de 2010

- Amo as nuvens ....as nuvens que passam … lá longe …
as maravilhosas nuvens! "
continuo a sentir-me estrangeira. Serei sempre estrangeira, onde quer que esteja?
Antes do século XIX (até a grande imigração do último quartel) a Argentina era um dos países menos povoados da América do Sul e, com certeza, o menos denso do ponto de vista populacional (que continua até hoje nas grandes extensões da patagónia e regiões interiores), no período da sua independência, a população mal atingia um milhão de habitantes.
(em 1853 a população argentina não alcançava 1.000.000 de pessoas, dos quais 300.000 eram estrangeiros. Já no censo de 1910, a população era de 7.000.000, sendo 3.500.000 estrangeiros. Segundo Mario O‟Donnel)
Metrópole num país rural, cidade-país, segundo Borges, ou cela fascinante Europe australe, talvez Buenos Aires não seja una, mas várias."Buenos Aires sempre foi uma cidade múltipla, feita de retalhos de povos transformados" Alvaro Yunque
sexta-feira, 4 de junho de 2010
...
limbo figurative (suspended state)
figurado: estado suspenso .
limbo (West Indian dance) dança indígena




















