domingo, 31 de julho de 2011

Voltar...

de outras vindas
Terras de Bouro Abril 2011 com Olympus OM1

à terra
à família
ao calor
às plantas
ao Verão
ao Algarve
ao encontro



dos caminhos...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

de livro em livro, de terra em terra


Pablo Neruda no bar de sua casa de Isla Negra, Chile
(onde escreveu os nomes de todos os seus amigos
na estrutura de madeira que aì o acompanham sempre)


lendo o livro*
"Buenos Aires, Buenos Aires"
de Sara Facio y Alicia d´Amico.



este Senhor-poeta jà hà muito me tinha cativado,
ainda mais depois de descobrir a pessoa por tràs dos poemas
(neste filme e depois pessoalmente quando fui aqui e aqui logo mal cheguei)

mas venho cada dia a descubrir outros autores,
atravès de novos livros lidos,
atravès da experiëncia da dinämica actividade da Capital Mundial do Livro.

me enamorè em especial deste livro* que Neruda segura nas mäos
mostra uma Buenos Aires de outros tempos
(que fez lembrar este: Lisboa, cidade triste e alegre)
e me mostrou o trabalho desta fotògrafa, Sara Facio
que tambèm nos dà a conhecer tantos outros autores,
e da vida por tràs das obras publicadas.

outro fotògrafo incrìvel complementa esta visäo de Buenos Aires, Horacio Coppola
para conhecer melhor, espreitar aqui


Recentemente a visita surpreendente ao mundo borgeano atravès da exposiçäo Cosmopòlis,
(atè Dezembro)
outro autor incontornàvel a conhecer e ler aqui.


e jà em jeito de despedida temporària aqui fica uma Buenos Aires
cada vez mais vivida que levo comigo

“Buenos Aires nos impone el deber terrible de la esperanza.
A todos nos impone un extraño amor,
el amor del secreto porvenir
y de su cara desconocida”

J. L. Borges


_ que saudades de mar!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

otro SOL



apuntes da acampada SOL




"Registros para pensar, pensamientos para registrar"





_ leituras do dia: MU45 la pata política

"que tenemos que dejar fuera cada cual para entrar en la Plaza?"


"la diferencia entre utopía y heterotopía.
la utopía es otro mundo. la heterotopía es una pequena distancia con respecto a la realidad que nos permite habitarla de otra manera. No queremos otro mundo, el otro son ellos"

"cómo prolongar y aterrizar lo excepcional en lo normal(?) ... llevarnos el sol con nosotros."


(estos, y otros, apuntes fueran publicados en el blog de Amador Fernández Savater que los quiso compartir con MU como una botella al mar del debate, a la luz de la experiencia argentina de la crisis de 2001...)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

quanto tempo o tempo tem

grafitte algures em San Telmo


o tempo corre devagar, a vida passa a correr



" Cronos: Tiempo ; época determinada; período; duración de la vida; edad;época del año, ocasión, oportunidad, sazón; demora; retraso."





There is a saying:
yesterday is history, tomorrow is a mystery, but today is a gift. That is why it is called the
"present."
Master Oogway, daqui ;)


para ir ver
Parque de la memória, para que não se esqueça o passado

domingo, 19 de junho de 2011

cine en casa


Naus e caravelas Sta Maria, Niña e Pinta de Cristovão Colombo

1942, conquest of paradise
Ridley Scott, 1992


"You never tried to learn my language..."



a Descoberta do Novo Mundo
uma nova tentativa para a civilização,
Será o Homem capaz de melhor?



Queen Isabella I.: [referring to Columbus' proposed expedition] The costs would be ruinous. Sanchez: No more than the costs of two state banquettes.

(...)

Sanchez: [Columbus stops Sanchez after he leaves an audience with the Queen. Sanchez looks at him, disgusted] You're a dreamer. Columbus: [shooting a glance out of a window] Tell me, what do you see? Sanchez: [pausing to look] I see rooftops, I see palaces, I see towers, I see spires that reach... to the sky! I see civilisation! Columbus: All of them built by people like me. [Sanchez doesn't respond - shocked] Columbus: No matter how long you live, Sanchez, there is something that will never change between us. I did it. You didn't.

(...)


Columbus: Riches don't make a man rich, they only make him busier.

cena do filme após o tornado, formigas atarefadas na reconstrução





_ "The thin red Line", outro filme visto recentemente em tempo de chuvas lá fora

_ Hoje por aqui Homenagem a Ernesto Sabato, e ontem em Lisboa, a José Saramago

_ o jantar logo é aqui
;) Sukiyaki

terça-feira, 7 de junho de 2011

os deuses devem estar loucos...




Erupción del vulcán Puyehue
Cordón Caulle, en la Cordillera de los Andes, Chile
05-06-2011


la nube de cenizas atravesa Patagónia asta el Atlântico, y llega hoy a ciudad de Buenos Aires...
jornal la Nacion




lembram-se?

com a expressão real da força da terra,
(como outras tão recentes)
faz repensar as falsas necessidades
...
as relações Homem e Natureza.
mais aqui



hoje um abraço inesperado português numa rua ao acaso de BsAs :)


quinta-feira, 2 de junho de 2011

clic*

foto de Denver Garza

trails of the roller coaster

Blackbird Fly in Fujichrome Sensia 400


toy camera
blackbird, fly máquina foto 2 lentes, reflex, sobreposições, negativo 100%
descoberta hoje


mais info
mais fotos


outra forma de fotografar, de olhar




versão música

partindo desta música de fundo no pilates matinal, a cantarolar pesquiso e sai isto.
assim descubro hoje esta máquina apetitosa...



like this too

sábado, 28 de maio de 2011

señor tango



10 segundos de Piazzola aéreo...

girando a cabeça ao contrário como neste hemisfério

(...)
" Primero hay que saber sufrir,
después amar, después partir
y al fin andar sin pensamiento..."

Naranjo en flor, tango 1944

quinta-feira, 19 de maio de 2011

take me, home



they made it



up up up

down to home town ...






sobre a leveza

A primeira das seis propostas que Italo Calvino faz para o próximo milénio (este que estamos a viver) é a reconquista da leveza. Se tudo no tempo parece empurrar-nos com ilimitada gravidade para a rasura, temos de entender, então, a leveza como o ato de contrariar esse peso. De facto, somos chamados a “aliviar” a espessura de tudo aquilo que obscurece o texto do mundo e nos obscurece.
...
Com Calvino aprendemos duas coisas importantes sobre a leveza: a primeira de todas é que ela nos pede uma arte de resistência, pois só reconquistamos a leveza a custo de uma paciente luta (a maior parte das vezes connosco próprios); a segunda é a necessidade de activarmos a nossa capacidade de deslocação (na verdade, só um olhar peregrino possui a agilidade espiritual para não se deixar sequestrar pelo desânimo)
Fixemo-nos na primeira: uma atitude de resistência. A leveza convoca-nos para a redescoberta das fontes profundas e adormecidas do nosso Ser e da linguagem. Num mundo de ruído, de mensagens que se atropelam, de imagens que se devoram (e nos devoram) de tão repetidas e sobrepostas há que combater a banalização. Mergulhados num excesso de signos, nem nos damos bem conta da pobreza simbólica com que construímos, dia a dia, a nossa vida. Tornamo-nos mais consumidores, que criadores. A nossa acção confunde-se com um automatismo que renuncia à vocação que o gesto, a palavra ou o silêncio têm de impregnar o mundo de sentido.

Precisamos de leveza, então.

Isto é, de exactidão. Sim, não se pense que a leveza é simplesmente uma forma mais ligeira de conduzir a realidade, pois ela nada tem de ligeireza ou de superficialidade. Com razão, Calvino cita um verso de Paul Valéry:

«É preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma».

«Leve como o pássaro», quer dizer, autêntico, preciso, consistente. A leveza não tem a ver com plumas, mas com a aprendizagem do que é voar, do que é ascender, do que é desprender-se para ser.

A leveza é uma escolha.

A segunda tarefa passa pela sabedoria de não ficar aprisionado a um modo único de olhar a realidade. Italo Calvino explica-a deste modo: «Cada vez que o reino humano me parece condenado ao peso, digo para mim mesmo que […] eu devia voar para outro espaço. Não se trata absolutamente de fuga para o sonho ou o irracional. Quero dizer que preciso mudar de ponto de observação, que preciso considerar o mundo sob uma outra óptica, outra lógica, outros meios de conhecimento e controle». A leveza desafia-nos não a mudar de vida ou a romper com aquilo que estruturalmente somos. Pelo contrário, ela supõe uma aceitação. Mas incita-nos incessantemente a olhar a realidade quotidiana com olhos novos. Escrevia Saramago na conclusão do seu “Viagem a Portugal”: «Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim.

O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite… É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem…».

José Tolentino Mendonça



domingo, 15 de maio de 2011

Books, libros, livros...

BsAs, Capital Mundial do Livro 2011
foto da montagem da Torre de Babel dos livros de Marta Minujin


“ No hay en la vasta biblioteca dos libros idênticos” De esas premisas incontrovertibles dedujo que la biblioteca es total y que registran todas las posibles combinaciones (...) o sea, todo lo que es dable expresar: en todos los idiomas.

Todo: La historia minuciosa del porvir, (...)

Cuando se proclamou que la biblioteca abarcaba todos los libros, la primera impresión fue de extravagante felicidad. Todos los hombre se sentiran señores de un tesoro intacto y secreto. No habia problema personal o mundial cuya elocuente solución no existiera: en algun hexágono. El universo estaba justificado, El universo bruscamente usurpo las dimensiones ilimitadas de la esperanza."

“mi soledad se alegra con esa elegante esperanza”

Jorge Luis Borges*


in Ficciones - 1944

La Biblioteca de Babel






vi uma gigante torre crescer à "porta" de casa; uma grande biblioteca de Babel.

não faltou por lá a presença de Eça e Camões para marcar presença portuguesa e completar a confusão das línguas. (ao longo do percursos ouve-se em todas as línguas do mundo soar a palavra LIVRO)

Baptizada como Biblioteca de Babel, em homenagem a Borges* e à "criatividade e cultura de todos os povos do Mundo" segundo a criadora Marta Minujin, conhecida pelas suas criações "habitáveis" formadas por materiais como almofadas, colchões ou garrafas, que convidam o público a entrar nas obras para as viver.

Esta Torre de Babel lembra uma outra criação de Marta Minujin, o Partenon dos Livros, construído em 1983 em Buenos Aires com títulos proibidos durante a ditadura militar (1976-83), para uma reflexão sobre a censura. E outras peças divertidas como La Menesunda um labirinto com surpresas dignas de um percurso da Alice no País das Maravillas.



No final desta intervenção urbana com concertos e iniciativas literárias todos os dias (hoje ouviu-se Beethoven na Praça San Martin com orquesta completa ao ao livre), na desmontagem os visitantes podem levar um livro à escolha (dos 30.000 doados) e os restantes vão formar a 1ªbiblioteca multilingue de BsAs, uma cidade construída por tantas línguas.



curiosidades

Babel, em hebraico Bavél, significa "confundir"



e da cidade com mais livrarias e alfarrabistas por m2,
as minhas livrarias preferidas

assunto impresso
cine SI
Libros del pasage

e tantas outras...




quién se anima? ;)

domingo, 8 de maio de 2011

cine en casa



"My religion is very simple. My religion is kindness"
Dalai Lama




com sessão dubla de outro filme de 1997,
bem velhinho do clubvideo da esquina
que à partida se diria nada que ver uno y otro
mas afinal descubro que sim

dos efeitos do progresso,
(que Mao tenta introduzir a todo o custo no Tibete)
da perda de valores, do equilíbrio, da valorização do Homem
as falhas da sociedade maquinista
e da resistência para as ultrapassar



"The cycle of impermanence" que cores...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

novidades

nova loja Vintage!
nas Galerias de San Telmo




apesar das mudanças em San Telmo, outras, não tão boas como esta,
da invasão das marcas (Freddo, Havanna e afins) e do design moderno (tipo Palermo)
ainda sobrevive, felizmente, o ambiente dos antiquários tradicionais.



algures na calle Defensa, lado a lado

levou quase uma semana...


para conseguir começar a ver Buenos Aires com olhos de ver.


continua tudo no seu sítio

mas sensação é de desarrumação...




segunda-feira, 18 de abril de 2011

... fui


de casa

algures no Alentejo em missão-plantas,
Março 2011
, OM1





o tempo levou-o o vento,

tanto que ficou por cumprir,

mas tanto levo comigo também.






cansada de tantas voltas


quero paz.




quarta-feira, 6 de abril de 2011

por Lisboa

dois palácios do Estado, abrem as portas e dão lugar a exposições.
dali dá para espreitar a cidade, e sentir a vontade de um outro futuro,
conhecendo os erros do passado...

as crises trazem reflexão, a reflexão mudança.
esperemos.






CARPE DIEM
Palácio do Marquês de Pombal

peça de Flávio Cerqueira;
"Foi assim que me ensinaram"

crítica profunda ao sistema educacional nos dias de hoje



"Outro tem que ser hoje o fim das escolas, genuínos institutos de livre investigação filosófica.(...) Devem preparar os seus alunos para o trabalho pessoal, para a formação do seu espírito, não como simples estudantes de profissão, cuja jornada legal é tão curta, mas como interessados colaboradores dos próprios mestres"




como dizia também Agostinho da Silva,
na sua obra luminosa e revolucionária de luta pela educação e cultura.




“Valioso para mim é a noção de que o que importa não é educar, mas evitar que os seres humanos se deseduquem. Cada pessoa que nasce deve ser orientada para não desanimar com o mundo que encontra à volta. Porque cada um de nós é um ente extraordinário, com lugar no céu das idéias... Seremos capazes de nos desenvolver, de reencontrar o que em nós é extraordinário e transformaremos o mundo.

(...)

As pessoas todas são diferentes. De maneira que a vida certa (do universo) do mundo inteiro seria que cada um pudesse viver a sua vida e cada um dos outros pudesse ter esse espetáculo extraordinário de ver pessoas diferentes à sua volta e não como tantas vezes acontece, sobretudo em pessoas que gostam de mandar nos países, achar que deve ser tudo igual, e quando aparece alguém diferente se ofendem, acham que está fugindo das regras, saindo da vida que deve ter.”



mais desta conferência Namorando o Amanhã, realizada em maio de 1989,
aqui

quarta-feira, 30 de março de 2011

O que é preciso?


capa de livro comprado hoje no ISA

é preciso sementes
é preciso deixar crescer
é preciso arrancar daninhas
é preciso ser

preciso Norte.




e que posso eu fazer?

outro livro fresquinho

sábado, 12 de março de 2011

... cine em casa

do filme Séraphine


ao acaso, enredo-me nas flores de Séraphine*,

( * rara artista que abraçava as árvores e sorria ao vento.
tão difícil pode ser, ser diferente, seguir paixões)


o pensamento no Japão...






aos ainda desaparecidos, um bom destino.

por cá, aos aparecidos em manifestação, a mudança pela re contra acção
.
a união faz a força.

"A força não provém da capacidade física, mas sim de uma vontade indomável." Mahatma Gandhi


quinta-feira, 10 de março de 2011

....*....



. cidades verdes . roof farming . reciclagem orgânica .
. holistic view . ecotherapy .
arboricultura .
. social benefits
. oxigénio .
vitamin G . biodiversidade .
. plantas autóctones




"where is this water going?"

"We need big trees, dad!"


"we put people on the moon, I think we can do this!"




excertos de intenso dia na Batalha




- Curioso como só nos damos conta de como estamos bem, quando, de repente,
o "mal" (quase) nos toca...

domingo, 6 de março de 2011

ah, o mar


O Mundo Lá Fora [The Big World Out There]
by Jim Skea, Flirck