terça-feira, 14 de setembro de 2010

sinais de fumo

Ólafur Arnalds - Ljósið (Official Music Video)

encontrado na "rede"



a vida por vezes esfuma-se,

nem sempre com cor...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

testing/playing



em teste o "brinquedo" novo, emprestado...

uma caneta digital
bamboo

entre as pesquisas e desenhos de yoga e Índia, outras brincadeiras


_e volto ao Porto para inauguração da exposição "Use the Resources" aqui

"O trabalho de Teresa Henriques é feito de recuo e suspensão.

Suspendendo aquilo que já conhece e tem como adquirido, T. procura agora recuar para voltar a ver. Voltar os olhos para dentro, conquistando aqui, não o objecto ou o produto artístico mas antes as condições da sua produção e compreensão.

(...)

Numa alquimia impossível, motores de limpa pára-brisas ou de bolas de espelho transformam-se em estados de alma e revelam o lado de dentro da compreensão. Virando do avesso, expondo o interior vazio de um pensamento num perfil humano (Cinismo, Ansiedade), revela-se a natureza daquilo que escapa ao olhar: os humores, valores, medos e patologias que condicionam tudo aquilo que vemos. Metáforas precisas da experiência quotidiana, materializando o ponto a partir do qual o mundo é visto, tornando esse ponto de fuga invisível, o espaço do observador, ele mesmo, objecto da visão.

Vemos, como num jogo de crianças, o Problema que tentamos resolver olhando-o de diferentes formas, virando-o de todos os lados, girando obsessiva e incessantemente na nossa cabeça. Caleidoscópio, que é afinal a nossa natureza, e que amplifica, reproduz e estende o Problema até à latitude máxima e à ocupação totalitária do nosso pensamento."

texto de apresentação da exposição por Sofia Pinto Basto


"...A ideia de criação ou poiesis é algo de muito amplo, pois toda e qualquer passagem do não-Ser ao Ser se efectua por um acto de criar; de tal sorte que, mesmo as obras produzidas na totalidade dos ofícios são criações, como criadores ou poetas são todos os seus artífices. ... Entretanto, não lhes chamamos poetas e damos-lhes, sim, outras designações. Apenas uma parte delimitada do acto de criar (a que se liga às artes e ao ritmo) recebe o nome do todo. Só a este ramo específico damos o nome de poesia e identicamente só aos que dele se ocupam chamamos poetas." Platão, o banquete 205b



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

voltas ao Norte

mesmo com pingos e chuvas,
sabe tão bem passear e redescobrir o Porto


aconselho para ficar a dormir,
pensão favorita


seguir pelas almas das ruas
calcorrear o percurso retro por entre parafusos da Rua do Almada
desde a Arcádia aos pregos&pêssegos


uma tarde de conversas de chá no pátio aqui

"Queres Chá?
Não, quero romance. quero música. Quero amor e beleza.
De verdade que não queres chá?"

Woody Allen


encontrar a "Vida Portuguesa" ao lado da Lello

parar para copo de vino aqui, ao final do dia com um livro
-antigo alfarrabista tornado café num largo lindo-

e ali bem perto, para os lados da Cedofeita,
descobrir ainda o espaço Casa de Ló




faltou-me ainda encontrar a chocolataria Equador e outros encontros,
mas em breve por lá voltarei...

sábado, 4 de setembro de 2010

nic pic

hoje o dia fez lembrar este livro...


toda a família
reunida debaixo de castanheiros da Serra
(Escorregadia, nos Trinta. Parque Natural Serra da Estrela)

ilustrações de Elena Odriozola


num longo e animado Picnic à moda antiga
mantas espalhadas, cestos e petiscos, sestas e jogos

Parabéns madre mia!
Hip Hip HURRA

_outros picnics que vale a pena espreitar

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

o rio da minha aldeia

vídeo encontrado surpreendentemente aqui

excertos do poema "guardador de rebanhos"

...

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro






quarta-feira, 18 de agosto de 2010



"happiness is like a leaf carried by the wind through the air"



feliz en mi casa.

sábado, 14 de agosto de 2010

histórias



em conversas sobre yoga, ouço histórias de silêncios



e soprou-me ao ouvido

que estão aí a chegar as Palavras andarilhas,

Leitura Sensorial e Inteligência Criativa, Leituras de Corpo Inteiro e A Arte de Ser Leitor são algumas das oficinas dedicadas à leitura organizadas no decorrer desta iniciativa, que conta com a participação de especialistas nacionais e internacionais.

E muitas outras sessões de conto...

16 a 18 Setembro na Biblioteca José Saramago, Beja. (inscrições abertas)







Nicolás Buenaventura (Colombia), el rostro de la verdad.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Catch a falling star you'll go far

previsão de chuva luminosa:

... o planeta Terra atravessa, nesta altura do ano, uma região do espaço interplanetário semeado de meteoróides, pouco maiores do que uma ervilha, que polvilham o caminho percorrido pela cauda do gigante cometa periódico Swift-Tuttle (com cerca de 28 Km de diâmetro e que passa a cada 133 anos) ...

na noite de 12 para 13 de Agosto, não será preciso procurar muito para ver estrelas desenhar o céu com traços de luz.


Olhar para o céu na direcção Norte, embora possam aparecer em qualquer lugar do céu, o rastro irá apontar sempre para a constelação de Perseu. A lua nova desta vez também vai ajudar.
Ao anoitecer já poderão ser observadas algumas estrelas cadentes, que aumentarão por volta das 23h, com um pico maior 2 horas antes do amanhecer.
bons desejos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Veni ce...?

desenho suzy lee
em estudos de próximos voos...
queria ir aqui.


People meet in architecture,
participação de Wang Shu*




*gostava de ter estado lá já antes, e atravessar este mar numa ponte de bambu.
uma visão de reciclagem da arquitectura que apoio.


e juntar ainda uma visita/pesquisa à Associação Bruno Munari por lá perto.
alguém se quer juntar à ideia?

domingo, 8 de agosto de 2010

...

troca de pensamentos simples de vida e mar



Ontem fui ouvir o mar.
(e o que te disse?)
ensinou-me a olhar para o fundo.




(como... ?)
Aprendi que podemos apenas chapinhar na costa, (e em crianças é tão simples e completo assim brincar) mas se queremos encontrar a claridade da água, para livremente poder nadar, é preciso atravessar a rebentação das ondas, enfrentar as águas agitadas que nos alcançam e atingem com re contra força e em rede moinhos envolvem; para a frente e para trás, para a frente e para trás. levam e devolvem. desorientam, e ao mesmo tempo animam e impulsionam a entrar.

(e qdo entras?)
ao entrar somos levados a subir grandes montanhas de água; muitas vezes até nos tiram os pés do chão. E depois, logo depois, nos fazem descer e devolvem à costa, para de novo começar...
e ao tentar tentar, quem avança um pouco mais chega enfim a uma zona em que apenas ondula.
- há muitas algas que impedem de ver o fundo -
mas sim, dá até para boiar. e deixar-se levar pela corrente. Suavemente. olhos fechados.

(então é aí, onde se está bem?)
para muitos sim,
sentem-se bem nesse leve ondular...

(e tu?)
eu tentei ainda nadar mais longe. nadei nadei nadei. por fim surpreendi-me com uma água límpida e verde. verde esmeralda, brilhante. verde. esperança.Vejo o fundo ondulado do chão de areia movediça em baixo, cheio de altos e baixos. sorrio e aceno. E vejo-me a mim. claramente. ao meu corpo inteiro na água. Vejo os meus braços que abrem caminho. sinto correntes frias que vêem do alto mar avisando-me que me devo mexer, para não esfriar. alertando dos perigos, perigo de me levar para tão longe, que não possa mais voltar. Mas estar ali é mesmo assim. águas quentes e fria ao mesmo tempo. e assim de repente, límpida tão límpida. e clara. e verde.

(e daí o que vês?)
Vejo toda a costa e falésia escarpada com uma amplitude e definição incrível. Vejo gaivotas a voar, cada uma no seu caminho. juntas em bando. duas em par. voam sobre mim rasantes.

( e já tens vontade de a voltar a pisar...?)
Sim, regresso.
Volto a ter que atravessar as águas agitadas, levo algas agarradas aos cabelos, mas suavemente o chão de areia volto a pisar.
sigo e vou. mas limpa de água salgada e límpida*. inteira e renascida.
(*a mesma das lágrimas, que tb têm o poder de lavar.)



registos soltos de mergulhos, ao final de um dia quente do alto de uma falésia com luz de pôr de sol, de uma praia especial da reserva natural do Meco


E hoje foi bom poder voltar simplesmente, a chapinhar!
bons mergulhos*

_um livro com outras histórias de mar

quinta-feira, 5 de agosto de 2010





...

"I get the news I need on the wheather report"
...





_
outros silêncios...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

dias verdes

*

carreiros entre plantas-mãe
Bom poder participar de um projecto familiar que admiro muito.
têm sido momentos de inspiração
* uma nova paixão_ plantas suculentas, lindas, capazes de sobreviver a qq deserto...
_ No mesmo contexto, uma proposta para espreitar, e pensar.
Dreams by Akira Kurosawa aqui
Konichiwa*



sexta-feira, 30 de julho de 2010

fazer 30...

... Bingo!
e começar a senti-lo na pele.




"Às vezes, perdem-se vários poemas, porque se sente uma frase, algo murmurado no espírito e não se presta atenção porque está ocupado com os ruídos da vida." Affonso Romano de Sant'Anna



do mesmo autor
"Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo.
Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente. Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais ténue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.
Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema.
Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.
Fazer 30 anos é passar da recta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.
Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar para trás.
Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar."




_ e neste dia 30, com 30º e tais na praia, as de 30, juntas para o celebrar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

parada no cais de partidas e chegadas

andar andar até ao rio chegar.
viver Lisboa


"... Fazer turismo não é ir numa doida correria de automóvel. Fazer turismo é viajar, mas viajar na intenção de educar e recriar o espírito pelo exame da arte que se encontra no nosso caminho, pela apreciação das belezas da natura, pela aplicação prática do nosso estudo"
José Lisboa,"O Turismo em Portugal" 1916

Exposição Viajar no torreão Nascente da Praça renovada.
(malas gigantes/pesadas, comboios que seguem e seguem)

Reviver “as férias dos primeiros turistas, os destinos que estavam na moda, as roupas e objectos que se punham na mala de viagem, os desportos que se praticavam, os roteiros turísticos que se consultavam" todos os dias, entrada gratuita


com muitas imagens como estas

e porque oque apetece mesmo é estar de molho,

Sintra vou, praia!

sábado, 24 de julho de 2010

paragens ...



um livro mexicano que hoje me traduz




" Alto repica en mi pecho

un pájaro que no veo

y sólo al quedarme quieto,

salta de pronto y lo siento..."


Tambor de sol, de Alfonso D´Aquino





Orejas, de Fabio Morábito


"habia una tercera oreja pero no cabía en la cara

la ocultamos en el pecho y comezó a latir


está rodeada de oscuridad

es la única que el aire no engaña


es la oreja que nos salva de ser sordos

cuando allá arriba nos fallan las orejas. "





de um ilustrador que gosto muito...



"Aprovecho mucho el silencio que existe cuando se lee poesia, y lo entiendo como ese espacio donde se genera el pensamiento, ahí es donde me interesa construir mis imagenes"

Gabriel Pacheco


-as atenções que fazem diferença, uma prenda linda . Obrigada.
mais livros acordeon para armar, da colecção ma dri gal na bibliteca imaginária.
e ainda fica aqui outro pronto a imprimir e construir.

terça-feira, 20 de julho de 2010

5 tangos, em Lisboa...




hoje e amanhã dança-se e ouve-se* Tango no Largo de São Carlos!


pela companhia Nacional de Bailado, 22h








_ depois de muitas caminhas à redescoberta de Lisboa,
uma boa tarde de leituras ao sol na companhia de Fernando Pessoa

e esta semana a não perder, mais poesias em sua casa

sexta-feira, 16 de julho de 2010

bons encontros

volver, llegar
(re me encontrar)

Ela: Olá!
alguém: então? que é feito? de onde vens agora?
ela:não consegues adivinhar? lá longe, do Sul...
não sabes que tenho estado a viver na Argentina?
alguém: Não, não fazia ideia.
Mas não interessa onde estiveste, digo-te é que vens Bem!
Vejo-te sacudida. Sacudida de toda a poeira!




e a caminho do Norte, mais encontros à vista, em grande ambiente de festa.
e tantos mais por cumprir...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Buenos Aires...


Buenos Aires...
a cidade, o ambiente, as pessoas.


aqui há lugares
para se estar bien dispacito, sin prisa

OuiOui, la Vie en Rose


El Gran Ateneu, a 2ª livraria mais bonita do mundo,
e tantas outras e tantos alfarrabistas...


(aqui as exposições e C.Culturais estão sempre cheios,
Aqui vai-se ao teatro como quem vai ao cinema.
esgotados, animados, com direito a sessão da meia-noite.
até o subte/metro tem direito a programação cultural,
"para que el viaje sea más agradable"
)


os mundos e histórias de outros tempos estão em todo o lado

O antigo convive com o Presente. tudo se recupera.


aqui, o tempo é outro

Sudestada, o restaurante preferido

a música é outra.

la Catedral, o lugar preferido da noite.
O espírito bohéme e espontâneo do Tango.


Ainda há lugares de Baile/milonga. Para todos


a Cultura faz parte da vida-a-dia, a criatividade ferve

e tantas outras Culturas por perto por descobrir



há árvores Gigantes, abraços de sombra

há árvores grávidas e parques ao Sol


e apetece andar sempre de bicicleta


e os argentinos?
uma mistura.

O escritor e poeta Jorge Luiz Borges dizia:
"os argentinos são italianos que falam espanhol,
vestem-se como ingleses e pensam como franceses."




y voilá,
son muy Tranqui (los) , descontraídos, conversadores, bons vivants...
até bonitos são.



sim, esta cidade tem muito para dar,
mas também lhe faz cá falta tanto
(e falta em mim...)


as saudades apertam
one week to go

domingo, 4 de julho de 2010

"life is like a box of chocolats..."

sábado, 3 de julho de 2010

emoções do Mundial

Fomos à Praça ver o Jogo.
fica uma pequena história dos nossos "vizinhos" do lado





É pena,
hora de voltar para casa, pequeno Messi...